Cresce a procura por consórcio de imóveis e automóveis seminovos


19/03/2018    Escrito por Tais Souza    

Os resultados no setor de consórcio no ano de 2017 foram impressionantes segundo a associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC). Entre os meses de janeiro e outubro do ano passado foram comercializadas nada menos que 231 mil novas cotas de consórcio de imóveis, significando um crescimento de 32,4% sobre o acumulado no mesmo período do ano anterior. Também foi registrado um aumento de mais de 53% na quantia de créditos comercializados, ultrapassando a marca de 31 bilhões de reais.

Por região, a maior média está na Região Sul, com 36,9%, seguido pelo Sudeste (29,2%), Distrito Federal (25,2%), Centro-Oeste (23,3%), Nordeste (19,7%) e Norte (19,2%) no terceiro trimestre de 2017. Já no âmbito Estadual, o Paraná apresenta maior representatividade, com 43%, seguido do Rio Grande do Sul (35,6%), São Paulo e Minas Gerais empatados (30,7%), Santa Catarina (29,1%), Mato Grosso do Sul (28,7%) e Bahia (27,8%).

Ainda segundo a ABAC, na modalidade de consórcio para autos, a venda de consórcio para a aquisição de seminovos cresceu 25%, em média, no período de 2011 a 2017. 

Para o presidente executivo da ABAC, Paulo Roberto Rossi, existe relação direta entre a evolução do mercado de consórcio e a consciência financeira que o brasileiro vem assumindo ao longo dos anos.

Outro fator preponderante é o valor das parcelas, já que o consórcio não tem taxa de juros, oferecendo um valor significativamente mais barato do que o financiamento tradicional. Além disso, é possível planejar com antecedência a compra do imóvel, a contratação de um serviço ou a troca do veículo, já que essa modalidade se comporta como uma reserva programada, facilitando a organização do seu orçamento mensal.

Segundo Erick Rodrigues, presidente da Rede-e, uma das mais novas e promissoras empresas de marketing de rede, “É o melhor negócio nos dias de hoje para quem quer se programar para adquirir um imóvel ou o novo carro para a família, pois a taxa de adesão é insignificante se comparada à entrada que é exigida nos financiamentos tradicionais, como para imóveis, por exemplo. Além disso, o valor das parcelas e o preço final são muito mais compensatórios, já que na modalidade do consórcio não se aplicam os juros de mercado, e sim, apenas uma pequena taxa de manutenção”. Ainda segundo Rodrigues, a burocracia para adquirir um consórcio muito menor, “É claro que é preciso preencher alguns requisitos básicos, como ter uma renda compatível com o valor das parcelas, porém, é um processo menos complicado e que o brasileiro pouco utiliza ainda”, explicou.

Fontes: Abac, ACERTE Consórcios, Rede-e e Revista Qual Imóvel